Fuçando em alguns arquivos antigos, encontrei este sarcástico editorial da Scientific American, publicado no Primeiro de Abril de 2005. Um pouco antigo a matéria, mas a essência é mais atual do que nunca. A tradução que fiz na época segue abaixo.
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OK, nós desistimos.
Não há maneira fácil de aceitar isto. Por anos, cartas de leitores nos disseram para nos contermos a ciência. Eles argumentaram que ciência e política não se misturam. Nos disseram que deveríamos ser mais balanceados em nossa apresentações sobre temas como criacionismo, defesa antimíssil, e aquecimento global. Nós resistimos a estes conselhos e pretendemos que não nos importamos com as acusações de que a revista deveria ser rebatizada de "Unscientific American", ou de "Scientific Unamerican", ou mesmo "Unscientific Unamerican". Mas a primavera está chegando, e a natureza se modifica, então não há momento melhor para dizer: vocês estavam certos, e nós estávamos errados.
Em retrospecto, a cobertura por esta revista da assim chamada evolução tem sido horrivelmente parcial. Por décadas, nós publicamos artigos em todas as edições que endossaram as idéias de Charles Darwin e seus seguidores. Realmente, a teoria da descendência comum através da seleção natural tem sido considerada como o conceito unificador para toda a biologia e uma das maiores idéias científicas de todos os tempos, mas isto não era razão alguma para ser fanático a respeito.
Onde estavam os artigos de resposta apresentando o poderoso caso para o criacionismo científico? Porque nós estávamos tão indispostos a sugerir que os dinossauros viveram a 6 mil anos atrás ou que um dilúvio cataclísmico cavou o Grande Cânion? Culpem os cientistas. Eles nos impressionaram com os seus belos fósseis, as datações baseadas em carbono, e suas dezenas de milhares de artigos revistos por seus iguais. Como editores, não tínhamos nada que sermos persuadidos por montanhas de evidências.
Alem disto, nós desavergonhadamente desdenhamos do teóricos do Design Inteligente, por os classificarmos com os criacionistas. Criacionistas acreditam que Deus foi quem criou toda a vida, e isto é de certa maneira uma idéia religiosa. Mas os teóricos do DI acreditam que em um momento não especificado, algum superser não identificado desenvolveu a vida, ou talvez apenas algumas espécies, ou talvez apenas algumas coisas nas células. Isto é o que faz do DI uma teoria científica superior: não se incomoda com detalhes.
Bom jornalismo valoriza imparcialidade acima de tudo. Nós devemos a nossos leitores a apresentação das idéias de todos de maneira igualitária e não ignorar ou desacreditar teorias simplesmente pelo fato de que elas não possuem argumentos ou evidências com credibilidade científica. E tãopouco nós deveríamos sucumbir ao erro fácil de acreditar que cientistas entendem melhor os fatos de seus campos de conhecimento do que, digamos, senadores dos EUA ou escritores de best-sellers. Realmente, se políticos ou grupos de interesse dizem coisas que parecem ser inverdades ou confusas, nosso dever como jornalistas é de os citar sem comentários e sem os contradizer. Fazer o contrário disto seria ser elitista e portanto, errado. Neste espírito, nós vamos parar com esta prática de expressarmos nossas visões nesse espaço: uma página editorial não é local para opiniões.
Se preparam para uma nova Scientific American. Nada mais de discussões sobre como ciência deveria informar políticas. Se o governo está disposto a cegamente construir um sistema anti-ICBM que não tem como funcionar como o prometido, que vai desperdiçar dezenas de bilhões de dólares dos contribuintes e comprometer a segurança nacional, você não vai ouvir nada de nós. Se estudos sugerirem que as políticas antipoluição desta administração irão na verdade aumentar a quantidade de partículas perigosas que o público irá respirar pelos próximos vinte anos, não é nosso problema. Nada mais de discussões sobre como políticas afeta a ciência, então o que é que tem se o orçamento da Fundação Nacional de Ciências é cortado? Esta revista irá se dedicar puramente a ciência, justa e imparcial ciência, e não apenas a ciência que os cientistas dizem ser ciência. E iremos começar tudo isto no Dia Primeiro de Abril.
Certo, Nós Desistimos.
MATT COLLINS
THE EDITORS editors@sciam.com
COPYRIGHT 2005 SCIENTIFIC AMERICAN, INC.
15 junho, 2006
14 junho, 2006
Baile da Ilha Fiscal continua
E a insistência em continuar mantendo a Varig em seu interminável Baile da Ilha Fiscal é o que acabou prevalencendo, com a decisão sobre o que raios fazer com a empresa sendo novamente adiada -- e agora, por tempo indeterminado, nada menos.
Khaless do céu, mas que falta de um par de bolas de tomarem logo uma decisão e aceitarem as conseqüências, seja para o bem ou para o mal. E não me espanta que tenha sido por tempo "indeterminado", na verdade. Pois no meu ver, a credibilidade do juiz do caso, Luiz Roberto Ayoub, de dar prazos limites para entrega de material, tomada de decisões ou qualquer outra coisa já é zero, uma vez que aparentemente, o conceito de "prazo" não tem o menor significado para ele.
Khaless do céu, mas que falta de um par de bolas de tomarem logo uma decisão e aceitarem as conseqüências, seja para o bem ou para o mal. E não me espanta que tenha sido por tempo "indeterminado", na verdade. Pois no meu ver, a credibilidade do juiz do caso, Luiz Roberto Ayoub, de dar prazos limites para entrega de material, tomada de decisões ou qualquer outra coisa já é zero, uma vez que aparentemente, o conceito de "prazo" não tem o menor significado para ele.
09 junho, 2006
Show do Bilhão
Estava demorando, é claro. Conforme esta nota da Folha Online alega, "cinco bilhões" de pessoas deverão assistir ao jogo de abertura da Copa do Mundo 2006. É que nem o papinho furado da cerimônia do Oscar, que também adora brincar com exageros de número nas casas de bilhões. Eu só gostaria de saber que tipo de alucinação ridícula pode resultar em um valor como este. Pois até parece que realmente mais de oitenta por cento da população da Terra vai estar colada na frente de uma TV para assistir a um jogo de futebol. Fala sério!
Para ser viável pelo valor da face, este número teria que incluir populações inteiras sentadas na frente da TV, e por mais fanático que uma nação seja por futebol -- mesmo o Brasil -- ainda assim haverão inúmeras pessoas que não querem ou mesmo não podem assistir a nada no momento, por estarem trabalhando em setores críticos, digamos. E para não falar nada, também do fato de que várias centenas de milhões de indianos, chineses e outras populações da Ásia teriam que ficarem acordados nas suas madrugadas, como se não tivessem mais nada para fazer... como dormir para descansar para trabalharem no dia seguinte, por exemplo. Claro, claro. Só no país das maravilhas dos consultores de marketing todas as pessoas do planeta podem se dar ao luxo de largarem seus serviços ou perderem horas de sono para assim reforçar suas fantasiosas contas de pares-de-olhos-na-frente-de-TV.
O que ocorre é que cinco bilhões de pessoas devem ser a audiência potencial do jogo de abertura, aquilo que seria possível no máximo do máximo, considerando as regiões que vão receber as imagens transmitidas, mas isto não quer dizer -- mas nem de perto -- de que cinco bilhões de pessoas estarão efetivamente na frente de uma tela de TV, ou que mesmo fossem pessoas diferentes, se a conta utilizar aqueles conceitos "mercadológicos" de audiência "combinada".
31 maio, 2006
Copa do Mundo é nossa em demasia?
Tão previsível como aquelas inevitáveis reportagens da Globo em bairros étnicos de São Paulo a procura de colônias de imigrantes e descendentes torcendo para suas respectivas seleções, já temos também as matérias que comentam a respeito de brasileiros que não gostam da Copa do Mundo e/ou estão torcendo contra a Seleção Brasileira. Embora não seja o meu caso, não tenho como deixar de considerar uma ironia meio incômoda caso o Brasil seja hexacampeão do mundo.
Ocorrendo a conquista desta Copa, estaremos solidificando uma geração inteira que jamais terá deixado de ver o Brasil ir para uma final, nada menos, de Copa do Mundo, e ter ganho três das quatro finais mais recentes. Pessoas novas demais para se lembrarem da Copa de 1990, e que lembram apenas das Copas após 1994 -- digamos, nascidos por volta de 1985 em diante -- estarão com 25 anos em 2010, quando o eventual Brasil hexacampeão colocar novamente seu título em disputa.
Nã, nã, nã, não -- chega de mel na chupeta para este povo. Como miséria adora companhia, eles que também fiquem umas três ou quatro copas vendo o Brasil ser torpedeado em algum momento antes das finais, como todos nós nascidos nos meados dos 70 para trás ficamos aguados durante 1974 a 1994, bwhahaha.
Ocorrendo a conquista desta Copa, estaremos solidificando uma geração inteira que jamais terá deixado de ver o Brasil ir para uma final, nada menos, de Copa do Mundo, e ter ganho três das quatro finais mais recentes. Pessoas novas demais para se lembrarem da Copa de 1990, e que lembram apenas das Copas após 1994 -- digamos, nascidos por volta de 1985 em diante -- estarão com 25 anos em 2010, quando o eventual Brasil hexacampeão colocar novamente seu título em disputa.
Nã, nã, nã, não -- chega de mel na chupeta para este povo. Como miséria adora companhia, eles que também fiquem umas três ou quatro copas vendo o Brasil ser torpedeado em algum momento antes das finais, como todos nós nascidos nos meados dos 70 para trás ficamos aguados durante 1974 a 1994, bwhahaha.
22 maio, 2006
A Piece of the Action
Toda a choradeira absurda que o paulistano médio está fazendo em torno dos ataques de criminosos a instalações de forças públicas não é deve ser realmente apenas e tão somente por medo. Sim, a coisa é séria, mas é um problema de segurança pública sério, e apenas e tão somente isto. Não é uma "guerra" séria ou uma "revolução política" séria, ou coisa parecida. Mas uma parte razoável da população não apenas fica apavorada de maneira desproporcional, mas parece que deseja ficar apavorada de maneira desproporcional. É como se houvesse um desejo fetichista de fazer parte de alguma tendência mundial, de também ter problemas com estilo somos-alvo-de-terrorista. Pfzz.
20 maio, 2006
Essa Canoa Vai Virar
Conforme os relatos sobre a Budweiser ter assegurado com a FIFA o status de "cerveja oficial da Copa", e portanto, quase monopólio de vendas durante os jogos, e a natural reação germânica a isto, eu esbarro com uma das mais perfeitas definições que já vi sobre o que a Budweiser realmente é, dita por um colega de fórum que frequento. Definiu ele a Budweiser sendo como "trepar em uma canoa" -- ou seja, "fucking close to water".
15 maio, 2006
Sequer ao cair da noite
Algum tempo depois de pegar os DVDs que precisava, saio da casa de meu primo por volta das 22:30, e chego em minha casa talvez até menos do que dez minutos depois, atravessando uma cidade admiravelmente vazia -- parecia que eu estava dirigindo as 4 horas da manhã. Tão tranquila, na verdade, que deu até uma certa pena de chegar logo.
Não está realmente acontecendo mais nada de vulto, e aqui e ali vi carros da polícia, como duas viaturas da PM patrulhando a Nove de Julho. Mas mesmo assim, meras dez e meia da noite, a coisa nem parecia a cidade que adora se gabar de ter longas noites de burburinho, movimentação e balada seja em que dia for. Khaless do céu, mas que monte de gente sem-espinha.
Não está realmente acontecendo mais nada de vulto, e aqui e ali vi carros da polícia, como duas viaturas da PM patrulhando a Nove de Julho. Mas mesmo assim, meras dez e meia da noite, a coisa nem parecia a cidade que adora se gabar de ter longas noites de burburinho, movimentação e balada seja em que dia for. Khaless do céu, mas que monte de gente sem-espinha.
Tempo Febril?
Hoje, por meados da tarde, tive que sair de uma unidade da empresa aonde trabalho até outra unidade para ir selecionar e retirar alguns DVDs com vídeos para um trabalho de edição. Um trajeto de 40 quilômetros, de Guarulhos até os Jardins, se transformam em uma epopéia de nada menos do que quatro horas -- o que demonstra uma velocidade média de dez quilômetros por hora, algo que se esperaria de charretes da Era Vitoriana, quando muito.
E qual a razão? Claro que foi o estado de caos que se implantou na cidade de São Paulo por conta de todos os boatos e alarmes falsos relacionados a crise de violência que o assim denominado grupo criminoso PCC organizou neste último final de semana. Agora, o que de fato ocorreu na cidade hoje? Não tanto, considerando o número de ataques menor, no que diz respeito a engajamentos minimamente sérios -- incendiar ônibus é coisa que qualquer dorme-sujo sem noção é capaz de fazer.
Uma coisa é importante deixar clara. Se você tomou decisões no dia de hoje influenciado de alguma forma ou maneira por esta ridícula onda de histeria coletiva e pânico, eu já adianto: você é um idiota. Acrescente 75% de intensidade nesta sua idiotice se aquela deplorável colméia de escória e vilânia, o Orkut, teve algum papel na corrente de pânico que levou a esta sua decisão. É o que eu lhe digo, em nome de todas as demais pessoas racionais que tiveram que tolerar as conseqüências da histeria do grupo das que são os idiotas.
E qual a razão? Claro que foi o estado de caos que se implantou na cidade de São Paulo por conta de todos os boatos e alarmes falsos relacionados a crise de violência que o assim denominado grupo criminoso PCC organizou neste último final de semana. Agora, o que de fato ocorreu na cidade hoje? Não tanto, considerando o número de ataques menor, no que diz respeito a engajamentos minimamente sérios -- incendiar ônibus é coisa que qualquer dorme-sujo sem noção é capaz de fazer.
Uma coisa é importante deixar clara. Se você tomou decisões no dia de hoje influenciado de alguma forma ou maneira por esta ridícula onda de histeria coletiva e pânico, eu já adianto: você é um idiota. Acrescente 75% de intensidade nesta sua idiotice se aquela deplorável colméia de escória e vilânia, o Orkut, teve algum papel na corrente de pânico que levou a esta sua decisão. É o que eu lhe digo, em nome de todas as demais pessoas racionais que tiveram que tolerar as conseqüências da histeria do grupo das que são os idiotas.
13 maio, 2006
Google: quantos procurando quais palavras
Serviço interessante este, o do Google Trends. Ele permite encontrar estatísticas sobre que palavras e termos estão sendo procurados no Google, listando os países onde ocorrem as maiores procuras por termos diversos. Gráficos que acompanham a lista também indicam os períodos em que houveram oscilações nas buscas, ou quando estas começaram -- por exemplo, as buscas por Mac mini só tiveram início forte depois que a Apple lançou este modelo de Macintosh em janeiro de 2005, buscas por armas demonstram o ponto em que houve o referendo, e um pouco antes de meados do ano passado, nada se fuçava por mensalão, até que tivemos um surto de interesse que se manteve alto pelos meses seguintes.
Experimentos totalmente aleatórios dão alguns resultados interessantes, como por exemplo, São Paulo ser a cidade no mundo onde no momento ocorrem mais buscas sobre o Playstation. É uma cidade grande e as duas variantes deste console de videogame da Sony são populares aqui, sem dúvida, mas eu não esperaria isto.
Buscas sobre a Petrobrás estão se concentrando respectivamente no Brasil, Bolívia, Argentina, Venezuela e Colômbia, como seria de se esperar, dado a atual crise do gás boliviano.
Seis das dez cidades brasileiras onde se mais procura pelo termo sexo ficam nos estados do sul. Sete, se a procura é por sex, em Inglês. Mais acesso a Internet ou mais excitação por parte da turma de lá? Talvez um estudo mais profundo pudesse responder...!
Eu esperava o Brasil mais alto nos resultados sobre biodiesel, mas é interessante observar o interesse sobre este combustível em outras regiões.
O fascínio brasileiro pelo orkut não é de se espantar em nada, é claro.
Stock car é bastante popular no Brasil, para colocar o país em alta posição nas buscas sobre a NASCAR, e sobre stock car em geral.
É claro que os resultados do Google Trends não devem ser tomados completamente pelo valor de face, é claro. Primeiro, dependendo do momento, podem variar, como os exemplos acima podendo estar um pouco ou bem diferentes tempos depois de que eu os testei. Os dados são baseados em informações dos IPs que requisitaram as buscas, e variações podem ocorrer devido a alguns provedores estarem registrados em uma cidade, quando na verdade o acesso está ocorrendo de outra. Além disto, devemos considerar também as diferenças de linguagem e idiomas. Um dado país estar no primeiro de uma lista não significa necessariamente que aquele país é onde se busca mais sobre aquele assunto, pois o mesmo termo em outro idioma poderia eventualmente mostrar outro país no topo da lista.
Experimentos totalmente aleatórios dão alguns resultados interessantes, como por exemplo, São Paulo ser a cidade no mundo onde no momento ocorrem mais buscas sobre o Playstation. É uma cidade grande e as duas variantes deste console de videogame da Sony são populares aqui, sem dúvida, mas eu não esperaria isto.
Buscas sobre a Petrobrás estão se concentrando respectivamente no Brasil, Bolívia, Argentina, Venezuela e Colômbia, como seria de se esperar, dado a atual crise do gás boliviano.
Seis das dez cidades brasileiras onde se mais procura pelo termo sexo ficam nos estados do sul. Sete, se a procura é por sex, em Inglês. Mais acesso a Internet ou mais excitação por parte da turma de lá? Talvez um estudo mais profundo pudesse responder...!
Eu esperava o Brasil mais alto nos resultados sobre biodiesel, mas é interessante observar o interesse sobre este combustível em outras regiões.
O fascínio brasileiro pelo orkut não é de se espantar em nada, é claro.
Stock car é bastante popular no Brasil, para colocar o país em alta posição nas buscas sobre a NASCAR, e sobre stock car em geral.
É claro que os resultados do Google Trends não devem ser tomados completamente pelo valor de face, é claro. Primeiro, dependendo do momento, podem variar, como os exemplos acima podendo estar um pouco ou bem diferentes tempos depois de que eu os testei. Os dados são baseados em informações dos IPs que requisitaram as buscas, e variações podem ocorrer devido a alguns provedores estarem registrados em uma cidade, quando na verdade o acesso está ocorrendo de outra. Além disto, devemos considerar também as diferenças de linguagem e idiomas. Um dado país estar no primeiro de uma lista não significa necessariamente que aquele país é onde se busca mais sobre aquele assunto, pois o mesmo termo em outro idioma poderia eventualmente mostrar outro país no topo da lista.
10 maio, 2006
E lá vem os fundies
Embora o meu interesse no livro e filme O Código DaVinci seja bem próximos a zero, eu devo dizer que qualquer coisa que faça um fundie mexer suas penas não deve ser algo completamente sem mérito. Como se está reportando, estava demorando para aparecer algum fundie sem-noção que acha que está no direito de estabelecer o que é que deve ou não deve ser exibido nos cinemas conforme aquilo que os preceitos particulares da seita mitológica a qual pertence. Newsflash para o fundie: nem todas as pessoas neste país são membros desta seita dele. Portanto, é completamente ridículo ele querer que o Estado deva impor uma proibição na obra a qual afetaria a todas as pessoas. Fala sério...
03 maio, 2006
Caras durões estes, huh?
Banco de Reservas
É extremamente louvável que a oportunidade que surge
com a viagem do Lula à Argentina, a Ministra do Supremo, Ellen Gracie, seja a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe do Poder Executivo no Brasil (considerando que outros na linha sucessória também estão em viagem, seja prática ou seja para evitar quebrarem a legislação eleitoral), mas uma coisa sempre me incomodou nisto. Porque é que cargas d'agua se precisa necessariamente que outra pessoa assuma a Presidência quando o ocupante desta posição viaja? Este tipo de coisa podia fazer sentido no início do século passado, mas com os mais recentes avanços em telecomunicações, e o Executivo Brasileiro contando com seu novíssimo Palácio do Planalto voador, este tipo de procedimento já demonstra estar na hora de ser revisto. Se o Brasil fica com um Presidente em exercício no local, o que é que a outra pessoa que está fora do país é, afinal? Não deixa de ser Presidente.
com a viagem do Lula à Argentina, a Ministra do Supremo, Ellen Gracie, seja a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe do Poder Executivo no Brasil (considerando que outros na linha sucessória também estão em viagem, seja prática ou seja para evitar quebrarem a legislação eleitoral), mas uma coisa sempre me incomodou nisto. Porque é que cargas d'agua se precisa necessariamente que outra pessoa assuma a Presidência quando o ocupante desta posição viaja? Este tipo de coisa podia fazer sentido no início do século passado, mas com os mais recentes avanços em telecomunicações, e o Executivo Brasileiro contando com seu novíssimo Palácio do Planalto voador, este tipo de procedimento já demonstra estar na hora de ser revisto. Se o Brasil fica com um Presidente em exercício no local, o que é que a outra pessoa que está fora do país é, afinal? Não deixa de ser Presidente.
Nos leve a seu líder, segundo o luminoso de estrada
Bwhaha, esta história é ótima, sobre um cidadão que a cada dia observava um par de esquecidos letreiros digitais móveis de beira de estrada, tolamente avisando sobre obras na pista quando tais obras já há tempos haviam sido terminadas. Não satisfeito com esta situação, ele descobriu que os sistemas de reprogramação dos letreiros estavam desprotegidos, o que lhe deu a chance de uma hilária brincadeira. O link está em Inglês, mas as fotos falam por si mesmas.
02 maio, 2006
Informações de Vôos
E por falar em boas informações aeroviárias, no website da Infraero há um serviço bem interessante, de informar online o status de chegadas e partidas de vôos em todos os aeroportos brasileiros, que lista tabelas semelhantes as dos painéis dos próprios aeroportos. Pode ser um link valioso para quando se está querendo confirmar a situação de vôo decolando ou aguardando um conhecido chegar em algum outro.
Ainda sobre a Varig
01 maio, 2006
Brazilians, Go Home
Como já está sendo noticiado, o mais novo Idiota Latino Americano, Evo Morales, na atual posição de Presidente Boliviano, ordenou a de facto nacionalização total da indústria petrolífera boliviana, ocupando com tropas todas as instalações, as da Petrobrás incluídas.
Em nota relacionada, o Serpro, Serviço de Processamento de Dados do Governo Federal, informa que seus Ironiômetros instalados no Palácio do Planalto e demais escritórios desta atual Administração acabaram de sair da escala e estourar. Novas unidades, adequadamente adaptadas aos níveis de ironia necessária para lidar com a nova safra de idiotas latino-americanos, já estão sendo providenciadas.
Em nota relacionada, o Serpro, Serviço de Processamento de Dados do Governo Federal, informa que seus Ironiômetros instalados no Palácio do Planalto e demais escritórios desta atual Administração acabaram de sair da escala e estourar. Novas unidades, adequadamente adaptadas aos níveis de ironia necessária para lidar com a nova safra de idiotas latino-americanos, já estão sendo providenciadas.
27 abril, 2006
Não se deve ignorar bom senso por mera fé
Segundo reporta a MSNBC, cinco jovens morreram no México ao serem atingidos por um raio quando estavam fazendo suas preces ao lado de uma grande cruz feita de metal no topo de uma colina.
Senão, vejamos...
Estrutura alta feita de metal + topo de uma colina + tempestade = catástrofe na certa.
É absolutamente desconcertante (mesmo levando em consideração "origens humildes" ou qualquer bobagem destas) que não tenha ocorrido a ninguém ali o risco desta possibilidade. A irresponsabilidade destes pais acabou custando a estes garotos suas vidas. Realmente lamentável.
Senão, vejamos...
Estrutura alta feita de metal + topo de uma colina + tempestade = catástrofe na certa.
É absolutamente desconcertante (mesmo levando em consideração "origens humildes" ou qualquer bobagem destas) que não tenha ocorrido a ninguém ali o risco desta possibilidade. A irresponsabilidade destes pais acabou custando a estes garotos suas vidas. Realmente lamentável.
24 abril, 2006
Don't Panic
Não, não vamos acabar todos em uma poça fumegante de detritos vindos do espaço por meados do mês que vem. Mais sobre a questão, aqui.
17 abril, 2006
Educação no Trânsito
Em recente viagem de carro pelo sudoeste dos EUA, através de Nevada, Arizona e Califórnia, este missivista se encontrou em três situações distintas no trânsito que o fizeram xingar em voz alta outros motoristas e a situação geral do tráfego, durante um período total de dez dias e 3300 Km percorridos. No dia de trabalho seguinte à volta ao Brasil, no mero trajeto de 35 Km comutando de casa para o trabalho, a quantidade de xingamentos foram quatro. Um xingamento por volta de cada 9 Km percorridos, contra um xingamento a cada 1100 Km percorridos na Califórnia.
Qual seria a razão desta nítida disparidade de humor? Eu não descarto que vários elementos colaboraram para que eu tivesse um ambiente viário bem mais tranqüilo, como qualidade das ruas e estradas, carro com transmissão automática, uso de GPS com navegação curva-a-curva... mas o elemento que eu estou certo que foi o fiel da balança nisto é a maior educação no trânsito dos demais motoristas.
Os Californianos tem muitas piadas sobre o suposto horror que é dirigir em suas cidades, como aquela que cita que eles são tão estressados no trânsito quanto os Nova-Iorquinos, mas sem a mesma habilidade. Embora eu até não coloque em xeque esta fama dos Californianos, uma vez que de fato o trânsito lá me pareceu mais complicado do que de outras regiões dos EUA nas quais já dirigi, mesmo assim a atitude californiana no trânsito é muito, mas muito melhor do que a atitude nossa no trânsito. Comparado aos californianos, supostos péssimos motoristas, nossa educação no trânsito é horrível, e sim, eu me incluo nisto – não há como não, dado os vícios que nós temos no trânsito, os quais acabo tendo por padrão, mesmo com minha preocupação em evita-los ao máximo.
Embora até existam relatos sobre outras nacionalidades serem ainda piores no trânsito do que nós (com o agravante de terem códigos e regulamentações mais precárias), dois errados não fazem um certo, e o que deveríamos fazer é nos aproximarmos mais da melhor educação americana nisto do que a um eventual baixo denominador comum entre outros países.
Sim, sim, querer julgar isto tudo apenas pela minha experiência pessoal pode ser um pouco de evidência anedota, é verdade. Mas a disparidade clara que pude perceber entre a educação viária nossa e a americana é simplesmente grande demais para se negligenciar estas possibilidades.
Qual seria a razão desta nítida disparidade de humor? Eu não descarto que vários elementos colaboraram para que eu tivesse um ambiente viário bem mais tranqüilo, como qualidade das ruas e estradas, carro com transmissão automática, uso de GPS com navegação curva-a-curva... mas o elemento que eu estou certo que foi o fiel da balança nisto é a maior educação no trânsito dos demais motoristas.
Os Californianos tem muitas piadas sobre o suposto horror que é dirigir em suas cidades, como aquela que cita que eles são tão estressados no trânsito quanto os Nova-Iorquinos, mas sem a mesma habilidade. Embora eu até não coloque em xeque esta fama dos Californianos, uma vez que de fato o trânsito lá me pareceu mais complicado do que de outras regiões dos EUA nas quais já dirigi, mesmo assim a atitude californiana no trânsito é muito, mas muito melhor do que a atitude nossa no trânsito. Comparado aos californianos, supostos péssimos motoristas, nossa educação no trânsito é horrível, e sim, eu me incluo nisto – não há como não, dado os vícios que nós temos no trânsito, os quais acabo tendo por padrão, mesmo com minha preocupação em evita-los ao máximo.
Embora até existam relatos sobre outras nacionalidades serem ainda piores no trânsito do que nós (com o agravante de terem códigos e regulamentações mais precárias), dois errados não fazem um certo, e o que deveríamos fazer é nos aproximarmos mais da melhor educação americana nisto do que a um eventual baixo denominador comum entre outros países.
Sim, sim, querer julgar isto tudo apenas pela minha experiência pessoal pode ser um pouco de evidência anedota, é verdade. Mas a disparidade clara que pude perceber entre a educação viária nossa e a americana é simplesmente grande demais para se negligenciar estas possibilidades.
11 abril, 2006
História? História? Então vamos falar de história.
De todos os argumentos que tem sido falaciosos sendo utilizados para se defender a manutenção da Varig, o mais enojante tem sido é claro o seletivo apelo à "história" que seus Pretorianos tem feito, afirmando que nos 79 anos de sua história a Varig fez isto, a Varig fez aquilo, blá, blá, blá. Tudo muito bonito, e a Varig de fato tem sua parcela na história da aviação brasileira. Mas se o assunto então é história, vamos também nos lembrar da participação da Varig na vendetta que o governo militar fez para destruir a Panair do Brasil, esta sim uma companhia aérea que teve um papel fundamental na construção e desenvolvimento da infra-estrutura e da cultura da aviação civil brasileira.Foi a Varig que construiu dos anos 30 aos 60 a rede de comunicações e navegação que dava suporte a navegação aérea no Brasil? Não, foi a Panair. Foi a Varig que literalmente construiu e operava aeroportos no Norte e Nordeste? Não, foi a Panair, e toda esta infra-estrutura foi saqueada pelo estado quando da sua liquidação fraudulenta. Eram as agências da Varig na Europa, Ásia, África e Oriente Médio a servirem de "virtuais embaixadas" brasileiras nestes locais? Não, eram as lojas da Panair, as quais muitas depois se tornaram da Varig, para ela agora ficar arrotando esta arrogância. Foi a Varig que criou a Celma, a então melhor empresa de manutenção de aeronaves no país? Não, foi a Panair.
Em fevereiro de 1965, onde é que estava então o patriotismo da Varig em assumir as rotas da Panair do Brasil para os estados da Amazônia, que voava para lá de Catalina e outros hidroaviões? Assumiram estas rotas? Não, claro que não. Ficaram com Paris, Londres e quetais, rotas assumidas com uma rapidez e eficiência absurda, mas atender a Amazônia? Há! E AGORA querem vir com a pachorra de afirmar que este país tem que dar graças à Varig pelo desenvolvimento de sua aviação civil? Este tipo de revisionismo histórico é um desrespeito e um acinte. Então, já que querem tanto usar da conversa fiada de "Apelo a Emoção", "Apelo à Piedade" ao invocar para a "história" da Varig, então vamos lembrar também dos capítulos ruins desta história, e pararem de tomar para si determinados créditos históricos os quais não lhes pertencem todos.
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